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Justiça garante consulta urgente para paciente com câncer cerebral

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) conseguiu, por meio de uma decisão judicial, que uma paciente de 75 anos com câncer cerebral agressivo realizasse uma consulta urgente em oncologia…

Por Jornal de Barcelos · · 2 min de leitura
Justiça garante consulta urgente para paciente com câncer cerebral

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) conseguiu, por meio de uma decisão judicial, que uma paciente de 75 anos com câncer cerebral agressivo realizasse uma consulta urgente em oncologia clínica. A mulher foi diagnosticada com glioblastoma grau IV e já havia passado por uma cirurgia para retirada parcial do tumor. Exames recentes, no entanto, mostraram que a doença avançou.

Apesar de estar classificada como risco vermelho, ou emergência, no sistema de regulação, a consulta não tinha data marcada por falta de vaga na rede pública de saúde do Distrito Federal. Ao analisar o caso, a Justiça reconheceu a gravidade da situação e afirmou que, em doenças como o câncer, o tempo é um fator decisivo para o sucesso do tratamento.

O juiz responsável determinou o prazo de cinco dias úteis para a realização da consulta. Caso não haja vaga no sistema público, o atendimento deverá ser pago pela rede privada. A decisão também deixou claro que o fato de a paciente morar em uma cidade do Entorno não pode ser usado como desculpa para negar o atendimento no DF. O magistrado reforçou os princípios de universalidade e igualdade de acesso do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro ponto importante da sentença foi a interpretação sobre o prazo de até 60 dias para início do tratamento oncológico, previsto em lei. O juiz entendeu que esse período é um limite máximo de proteção e não pode ser usado para justificar demoras em casos graves, que exigem resposta imediata.

A defensora pública Sara Maleiner, que atua no Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Saúde da DPDF, comentou a decisão. Ela disse que, em situações como essa, cada dia de espera pode reduzir as chances de controlar a doença. “A atuação rápida é essencial para preservar a vida e a dignidade da paciente”, afirmou. Sara também destacou que garantir o acesso ao SUS, independentemente de onde a pessoa mora, é assegurar um direito fundamental.

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