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Convenções terminam e negociação eleitoral passa às executivas

Por Jornal de Barcelos · · 1 min de leitura
Convenções terminam e negociação eleitoral passa às executivas
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A última convenção partidária deste ciclo eleitoral, a da federação PT-PV-PCdoB, começou com um anticlímax. O petista Leandro Grass anunciou que o evento defenderia uma aliança, mas que "nela oficializaremos minha candidatura ao governo".

A declaração confirmou o que já era esperado: não haveria uma revisão na chapa para viabilizar a frente de esquerda que incluiria PSB, PDT, PSOL e demais partidos, mesmo com a insistência de Grass em uma frente ampla.

O cenário partidário, no entanto, ainda não está totalmente definido. A maioria dos partidos, incluindo os de esquerda, delegou às suas executivas o poder de completar as chapas e até mesmo de trocar nomes. Existe um prazo legal para essas definições, e chapas completas são mais exceção do que regra.

Entre as principais candidaturas, as de José Roberto Arruda, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli ainda não definiram seus vices e os dois nomes para o Senado. Essas escolhas precisarão ser feitas dentro do cronograma da legislação eleitoral.

Com o fim das convenções, uma mudança estrutural que unisse PT e PSB só seria possível com uma interferência do Planalto. Essa é uma avaliação compartilhada por integrantes das seções do DF dos dois partidos.

Em eleições passadas, essa ação direta do Planalto já ocorreu. Lula decidiu pela entrega da cabeça de chapa brasiliense ao PV, e neste ano o PT retirou seus candidatos no Rio Grande do Sul e em Pernambuco.

Para o Distrito Federal, porém, essa intervenção é considerada improvável. O impacto nacional seria pequeno e a influência na votação presidencial seria quase nula. Hoje, nem os principais partidos de esquerda acreditam nessa possibilidade.

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